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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ursa Major ( Ursa Maior )




Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  UMa
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Ursae Majoris
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  90°N – 16°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
16°S  62°S 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  11 Mar


Uma das constelações mais antigas e mais populares, a Ursa Maior localiza-se com facilidade, sendo identificada pela maioria das pessoas com o asterismo formado pelas suas sete estrelas mais brilhantes, conhecido como " a Caçarola " ( entre muitas outras designações ).

sábado, 24 de novembro de 2012

Tucana ( Tucano )


Ilustração da constelação do Tucano em que podemos observar as linhas imaginárias que unem as suas três estrelas mais brilhantes.


Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Tuc
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Tucanae
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  14°N – 90°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
33°N 14°N 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  17 Set


O Tucano é uma das doze constelações modernas introduzidas pelos navegadores holandeses Pieter Keyser e Frederick de Houtman, que cartografaram o céu do hemisfério Sul entre 1595 e 1597. A maioria das constelações visualizadas por Keyser e de Houtman representa animais exóticos que os navegadores encontraram na sua expedição às Índias Orientais, mas o Tucano terá sido introduzida por Keyser visto que, sendo uma ave nativa da América do Sul, apenas este a conheceria, por ter sido o único, de entre os dois, a ter feito uma viagem ao novo continente Americano, prévia à expedição das Índias.
Na representação mais celebrizada, a figura do Tucano é visualizada a segurar no bico um ramo com uma baga, sendo esta assinalada pela estrela δ ( Delta ).
É uma constelação muito difícil de se localizar, por apresentar dimensões reduzidas e ser constituída por estrelas de fraco brilho. Utilize-se como referência a proximidade da estrela mais brilhante dessa área do céu, de nome próprio " Achernar ", da constelação vizinha, Erídano.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Triangulum Australe ( Triângulo Austral )


Na ilustração vemos o desenho visualizado por Lacaille para a constelação do Triângulo Austral - denominada " Libella " pelo astrónomo francês, visto que o mesmo pretendia identificar nesta figura celeste um esquadro de nível ( " Libella " significa " Nível " ), instrumento usado pelos pedreiros.


Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  TrA
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Trianguli Australis
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  19°N – 90°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
29°N 19°N 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  23 Mai


Constelação moderna, originalmente denominada Triângulo Austral ou Triângulo do Sul, foi introduzida pelos navegadores holandeses Pieter Keyser e Frederick de Houtman, que cartografaram o céu do hemisfério Sul entre 1595 e 1597. Foi posteriormente confirmada por Lacaille em 1754, que lhe alterou a configuração e o nome para nela identificar um " Esquadro de Nível ", em homenagem à Arte de pedreiro, visto que o astrónomo francês pretendia associar as constelações do hemisfério Sul a objectos simbólicos da evolução dos conhecimentos da Humanidade nas Artes ( ou Ofícios ) e nas Ciências. Aquando da divisão oficial do céu em 88 constelações com fronteiras precisas, a I.A.U. ( União Astronómica Internacional ) optou por recusar a versão de Lacaille, a favor da figura original dos navegadores holandeses.
O Triângulo Austral é relativamente fácil de se localizar no céu, não só por conter algumas estrelas facilmente identificáveis a olho nu, como também pelo formato óbvio que estas desenham e pela proximidade de duas das estrelas mais brilhantes de todo o céu, da constelação vizinha do Centauro, conhecidas pelos nomes próprios " Rigil Kent " e " Hadar ".

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Triangulum ( Triângulo )


Na ilustração consta a figura de um triângulo mais pequeno ( em baixo ), constelação que se denominava " triângulo menor " e que caiu em desuso, nunca sendo reconhecida como uma constelação oficial.


Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Tri
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Trianguli
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  90°N – 52°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
52°S 64°S 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  23 Out


Por vezes referida como " Triângulo Boreal " ( designação supérflua, visto que a diferenciação entre ambas é feita na denominação do " Triângulo Austral " ) em oposição à sua congénere do hemisfério Sul, é uma das constelações conhecidas desde a antiguidade, referenciada pela cultura grega, mesmo apesar das suas dimensões reduzidas e de conter estrelas relativamente pouco brilhantes. No entanto o seu formato é bastante característico, o que facilita o reconhecimento do Triângulo no céu - localize-se a partir das suas duas estrelas principais ( Alfa e Beta ), que podem ser encontradas a olho nu entre Andrómeda e Aries.

sábado, 17 de novembro de 2012

Telescopium ( Telescópio )


Na ilustração vemos o desenho original da constelação do Telescópio ( identificada " Le Telescope " ) tal como foi visualizada por Lacaille.


Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Tel
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Telescopii
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  33°N – 90°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
44°N 33°N 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  10 Jul


Constelação moderna, introduzida por Lacaille em 1754, após a sua viagem à Cidade do Cabo com o fim de cartografar o céu do hemisfério Sul, é extremamente difícil de se localizar, por apresentar dimensões reduzidas e ser constituída por estrelas de brilho muito fraco. Procure-se a sua estrela mais brilhante ( Alfa ), usando como referência a proximidade da constelação do Escorpião.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Taurus ( Touro )




Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Tau
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Tauri
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  88°N – 58°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
58°S 90°
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  30 Nov


Constelação identificada com a figura de um Touro desde o despontar das primeiras civilizações humanas, suspeita-se que ainda antes dos Sumérios já algumas tribos pré-históricas poderiam venerá-la, vendo nela o animal que a denomina. Esta teoria, ainda por provar, deve-se ao facto de certas pinturas rupestres parecerem representar a figura de um Touro associada a um objecto que alguns identificam como sendo o mais famoso enxame estelar aberto do céu - as Plêiades. Para os Sumérios, a força e fertilidade do Touro fizeram dele um animal sagrado e celebrado, tornando natural a atribuição de uma representação celeste em sua honra.
É uma constelação muito fácil de se encontrar, devido ao pormenor inconfundível de um " V " deitado para o lado esquerdo ( > ) formado pelas estrelas de outro célebre enxame estelar aberto, as Híades. Procure-se o Touro na vizinhança da constelação de Orion.