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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Triangulum Australe ( Triângulo Austral )


Na ilustração vemos o desenho visualizado por Lacaille para a constelação do Triângulo Austral - denominada " Libella " pelo astrónomo francês, visto que o mesmo pretendia identificar nesta figura celeste um esquadro de nível ( " Libella " significa " Nível " ), instrumento usado pelos pedreiros.


Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  TrA
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Trianguli Australis
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  19°N – 90°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 
29°N – 19°N 
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  23 Mai


Constelação moderna, originalmente denominada Triângulo Austral ou Triângulo do Sul, foi introduzida pelos navegadores holandeses Pieter Keyser e Frederick de Houtman, que cartografaram o céu do hemisfério Sul entre 1595 e 1597. Foi posteriormente confirmada por Lacaille em 1754, que lhe alterou a configuração e o nome para nela identificar um " Esquadro de Nível ", em homenagem à Arte de pedreiro, visto que o astrónomo francês pretendia associar as constelações do hemisfério Sul a objectos simbólicos da evolução dos conhecimentos da Humanidade nas Artes ( ou Ofícios ) e nas Ciências. Aquando da divisão oficial do céu em 88 constelações com fronteiras precisas, a I.A.U. ( União Astronómica Internacional ) optou por recusar a versão de Lacaille, a favor da figura original dos navegadores holandeses.
O Triângulo Austral é relativamente fácil de se localizar no céu, não só por conter algumas estrelas facilmente identificáveis a olho nu, como também pelo formato óbvio que estas desenham e pela proximidade de duas das estrelas mais brilhantes de todo o céu, da constelação vizinha do Centauro, conhecidas pelos nomes próprios " Rigil Kent " e " Hadar ".