Dados da constelação:
Abreviatura oficial: Cet
Genitivo usado para formar o nome das estrelas: Ceti
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes: 65°N – 79°S
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 90°N – 65°N / 79°S – 90°S
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite: 15 Out
Constelação muito antiga, Cetus, a Baleia, fazia parte da cultura dos antigos Sumérios, simbolizando a sua divindade Tiamat. A representação original, e também aquela que era visualizada pelos Gregos, não pretendia ilustrar uma Baleia, tal como é hoje em dia conhecida, mas sim um animal anfíbio mítico, com cauda de peixe e tronco e focinho de um ser terrestre.
Segundo a mitologia grega, representava o monstro marinho enviado pelo deus dos mares, Posídon, para devastar a costa do reino de Cefeu. Foi este o castigo imposto devido à vaidade da esposa, a mítica rainha Cassiopeia, que ousara declarar-se mais bela do que as Nereidas, ninfas do oceano entre as quais se contava a amada de Posídon, Anfitrite. Após consultar o oráculo, o rei foi instruído a acorrentar a sua filha, Andrómeda, a um rochedo, destinada a ser devorada pelo monstro para apaziguar a ira de Posídon. A princesa acabou por ser salva por Perseu, que sobrevoava o local e por coincidência a avistou e por ela se apaixonou. Transportando consigo a cabeça decapitada da Medusa, o herói mítico exibiu-a à Baleia, petrificando o monstro devido aos poderes mágicos do olhar da criatura ( uma outra versão conta que Perseu teria matado Cetus a golpes de espada ).
