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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Microscopium ( Microscópio )




Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Mic
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Microscopii
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  45°N – 90°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes:  62
°N 45°N
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  4 Ago


De origem moderna, o Microscópio faz parte de um conjunto de 14 constelações introduzidas por Lacaille no Séc. XVIII, com o fim de desenhar no céu fronteiras mais precisas. É bastante difícil de se localizar, por ser pouco extensa e constituída por estrelas de fraco brilho - procure-se a Norte de Grus e da estrela Fomalhaut.


O astrónomo francês pretendia homenagear os progressos científicos e culturais da Humanidade, identificando a maioria das novas constelações com instrumentos científicos ( exemplos: " Norma " ( a Régua ), " Relógio ", " Telescópio ", etc. ) ou alusivos às Artes e Ofícios ( por exemplo, nas constelações do " Pintor ", " Cinzel " ou " Escultor " ). Por esta razão, a figura celeste não está associada a qualquer lenda clássica.



Não possui objectos celestes de particular interesse para o astrónomo amador.



Localizem-se as estrelas da constelação no mapa:


Clicar na imagem para ampliar o mapa

Mapa com fundo branco 

Se está a fazer observações do céu enquanto consulta esta página, desaconselha-se a visualização do mapa abaixo ( não clique na imagem ); a exposição a uma imagem tão clara fá-lo-á perder temporariamente a adaptação dos olhos à obscuridade, reduzindo a capacidade de distinguir pormenores mais finos. Esta adaptação, com o intuito de obter a melhor visão nocturna possível, é essencial nas observações astronómicas e demora cerca de 20-30 minutos a alcançar. A exposição à luz ( ou a um fundo branco ) reverte o processo de forma imediata, obrigando-o a esperar algum tempo para que os seus olhos se adaptem novamente à obscuridade.

Clicar na imagem para ampliar o mapa



Estrelas mais notáveis:


- α (Alfa), é uma gigante amarela de Magnitude 4.9 . Forma um par apenas óptico ( a proximidade entre as componentes é fruto da perspectiva ) com uma outra estrela de Mag. 10, observável com telescópios modestos.
- γ (Gama), é uma gigante amarela de Mag. 4.7 . Apesar de estar associada à 3ª letra do alfabeto grego, é a estrela mais brilhante da constelação ( suplantando a Alfa e a Beta, sendo esta última ultrapassada em brilho por cerca de 9 outras...) - o que parece contrariar a classificação ordenada de Bayer segundo o alfabeto grego. Na verdade, apesar de ser habitual referir-se que o método adoptado pelo astrónomo alemão, e seguido por astrónomos posteriores, consistia na ordenação das estrelas de cada constelação por ordem de brilho, em rigor o processo não era tão linear assim.
- ε (Épsilon), é uma estrela branca de Mag. 4.7 , a segunda mais brilhante do Microscópio.
- θ (Teta), é uma estrela branca de Mag. ligeiramente variável, à volta de 4.8 . Encontra-se a cerca de 68 anos-luz de nós.
- ι (Iota), é uma estrela alaranjada de Mag 5.1 .
- ν (Niú), é uma estrela alaranjada de Mag. 5.1 .





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