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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Camelopardalis ( Girafa )


 

Dados da constelação:
Abreviatura oficial:  Cam
Genitivo usado para formar o nome das estrelas:  Camelopardalis
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes:  90°N – 3°S 
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes:  3
°S 37°
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite:  23 Dez


Constelação extensa, mas muito pouco óbvia, a Girafa foi introduzida pelo astrónomo holandês Petrus Plancius e divulgada a partir de 1624 num livro de Jakob Bartsch. Sendo uma constelação moderna, imaginada por Plancius e tornada oficial pela I.A.U ( União Astronómica Internacional ) com o fim de " preencher " uma zona do céu que não apresentava nenhuma figura clássica definida, a Girafa não possui qualquer lenda mitológica associada. Bartsch chegou a formular uma explicação para esta personagem celeste, referindo o episódio bíblico em que Rebeca teria montado um camelo a caminho de Canaã para casar com Isaac. No entanto, é notória uma falha de interpretação da figura sugerida por Plancius visto que, à semelhança de versão oficializada pela I.A.U. , a constelação original do astrónomo holandês representava uma girafa e não um camelo. Localiza-se com dificuldade, devido a ser constituída por estrelas pouco brilhantes, nas imediações de Cassiopeia, entre a constelação do Cocheiro e a estrela Polar.




Objectos celestes mais notáveis:


- Cascata de Kemble - trata-se apenas de um asterismo, popularizado por Lucian Kemble, padre franciscano e também astrónomo amador dedicado de origem canadiana. Para além de ser uma observação muito bela de se fazer com binóculos, este asterismo, que lembra na sua forma sinuosa uma cascata de estrelas, é uma óptima referência para se encontrar outro objecto celeste famoso nesta constelação - o enxame estelar aberto NGC 1502, visível na imagem à direita, no canto inferior esquerdo, e em pormenor na imagem seguinte.







- NGC 1502 - um enxame estelar aberto de Mag. 5.7 , visível com binóculos ( aparência quase estelar nestes instrumentos ).












- NGC 2403 - uma galáxia espiral de Mag. 8.5 , visível com telescópios modestos ( aparência de uma mancha sem contornos definidos ).














Localizem-se as estrelas e objectos celestes da constelação no mapa:


Clicar na imagem para ampliar o mapa

 Mapa com fundo branco

Se está a fazer observações do céu enquanto consulta esta página, desaconselha-se a visualização do mapa abaixo ( não clique na imagem ); a exposição a uma imagem tão clara fá-lo-á perder temporariamente a adaptação dos olhos à obscuridade, reduzindo a capacidade de distinguir pormenores mais finos. Esta adaptação, com o intuito de obter a melhor visão nocturna possível, é essencial nas observações astronómicas e demora cerca de 20-30 minutos a alcançar. A exposição à luz ( ou a um fundo branco ) reverte o processo de forma imediata, obrigando-o a esperar algum tempo para que os seus olhos se adaptem novamente à obscuridade.

Clicar na imagem para ampliar o mapa


Estrelas mais notáveis:


- α (Alfa), é uma supergigante azul de Magnitude 4.3 . 
- β (Beta), é uma dupla física ( a proximidade entre as componentes é real ), impossível de ser separada nas duas constituintes individuais com telescópios amadores, de Mag. ( global ) 4.0 .
- γ (Gama), é uma gigante esbranquiçada de Mag. 4.6 .
- BE, é uma gigante vermelha de Mag. ligeiramente variável, à volta de 4.0 . A sua designação ( BE ) deve-se ao facto de às estrelas variáveis de cada constelação, de entre as que ainda não possuíam uma letra do alfabeto grego associada, ser atribuída uma designação que consiste numa letra maiúscula, consoante a sua ordem de descoberta, que se inicia na letra " R ". Tendo chegado à letra " Z ", as variáveis seguintes passam a ser denominadas segundo a lógica " RR ", " RS ", RT ", etc. , seguindo-se " SS ", " ST ", até " ZZ ", altura em que se prossegue a denominação " AA " e seguintes, até " QZ ". A sua catalogação " BE " indica-nos que esta foi a 83ª estrela da constelação, de entre as que ainda não possuíam uma letra do alfabeto grego associada, a ser classificada como variável.
- CS, é uma dupla física, impossível de ser separada nas suas componentes individuais através de telescópios amadores, em que ambas se eclipsam frequentemente, fazendo com que a sua Mag. ( global ) varie ligeiramente, à volta de 4.0 .
- M, é uma gigante alaranjada de Mag. 4.5 . A sua denominação, " M ", resulta de ter sido catalogada segundo a classificação de Bayer, astrónomo alemão que, pela primeira vez, sugeriu um método para inventariar todas as estrelas do céu. Grosso modo, de forma a simplificar o conceito, costuma-se explicar que neste método, a cada estrela de cada constelação foi atribuída, por ordem de brilho, uma letra do alfabeto grego, sendo a Alfa a mais brilhante e a Ómega a 24ª mais brilhante. Na verdade o processo não foi tão linear assim - para mais esclarecimentos, consulte-se o link publicado atrás. Terminadas as 24 letras do alfabeto, Bayer prosseguia segundo a mesma lógica, mas atribuindo letras ( na forma de minúsculas ) do alfabeto latino. A catalogação podia ainda prosseguir, terminadas as letras anteriores, passando a ser usadas as letras do mesmo alfabeto mas desta vez em maiúsculas, até à letra Q. Permaneceram em uso corrente até hoje as designações de Bayer que aplicam o alfabeto grego, tendo as restantes ( que usam as letras do alfabeto latino ) caído em desuso, apesar de algumas excepções ( entre elas, a M Camelopardalis ) se terem popularizado e, por isso, mantido.




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