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| Na ilustração, estão destacadas as constelações de Ara ( Altar ) ( ao centro ), Pavão ( Pavo ) ( em baixo, do lado esquerdo ) e Triângulo Austral ( em baixo, do lado direito ). |
Dados da constelação:
Abreviatura oficial: Ara
Genitivo usado para formar o nome das estrelas: Arae
Possível de se observar na totalidade entre as latitudes: 22°N – 90°S
Possível de se observar parcialmente entre as latitudes: 44°N – 22°N
Culminação à meia-noite - data em que passa mais tempo visível à noite: 10 Jun
A constelação de Ara ou Altar é muito antiga, fazendo parte da mitologia grega e romana. Para os Gregos, representava o altar no qual os deuses do Olimpo trocaram votos de união antes da batalha contra os Titãs. Segundo esta lenda, o Titã Cronos havia deposto o seu progenitor, Úrano, e reinava sobre o universo juntamente com os seus irmãos. Para que nenhum dos seus filhos lhe fizesse o mesmo, Cronos engolia-os à nascença mas a sua esposa, Reia, não suportando mais esta situação, escondeu Zeus para que não sofresse semelhante destino. Já adulto, Zeus enfrentou o seu pai, fazendo-o vomitar todos os outros irmãos e aliando-se a eles numa batalha contra os Titãs. No altar, representado pela constelação de Ara, juraram união e fidelidade e iniciaram então a guerra pela supremacia sobre o universo. Tendo-se gerado um impasse devido ao equilíbrio de forças entre ambos os exércitos, Zeus viu-se forçado a libertar duas raças de Titãs, aprisionados no Tártaro por Cronos, formando uma aliança com os Hecatônquiros e os Ciclopes. Com a ajuda destes os deuses do Olimpo conseguiram finalmente derrotar os Titãs, pelo que Zeus teria colocado o Altar no céu em eterna gratidão para com os seus aliados.





